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Pesquisas buscam novos tratamentos para a Doença de Creutzfeldt-Jakob, que acomete o influenciador Lito Sousa

Pesquisas buscam tratamento para Creutzfeldt-Jakob

Doença neurodegenerativa rara e de rápida progressão ganhou atenção após diagnóstico do piloto e influenciador brasileiro

O diagnóstico do piloto e influenciador Lito Sousa, de 59 anos, trouxe atenção para uma doença rara e grave: a Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ). A condição é neurodegenerativa, apresenta evolução rápida e, atualmente, não possui tratamento capaz de interromper ou reverter sua progressão.

A doença é provocada por alterações em proteínas chamadas príons, que podem assumir uma estrutura anormal e desencadear alterações em outras proteínas no cérebro. O processo provoca uma deterioração progressiva das funções neurológicas.

O que é a Doença de Creutzfeldt-Jakob?

A DCJ é uma enfermidade neurológica rara caracterizada pela rápida degeneração das células do cérebro. Diferentemente de doenças neurodegenerativas que normalmente evoluem ao longo de anos, a Creutzfeldt-Jakob pode apresentar progressão em questão de meses.

A forma mais comum é a DCJ esporádica, responsável pela maioria dos casos. Nessa modalidade, não existe uma causa conhecida ou necessariamente um histórico familiar da doença.

Também existem formas hereditárias e casos associados, de maneira muito rara, a procedimentos médicos específicos.

Quais são os sintomas?

Os sintomas podem variar, mas a doença costuma provocar alterações neurológicas progressivas.

Entre os sinais descritos estão:

  • perda de memória;
  • alterações cognitivas;
  • dificuldade de coordenação;
  • problemas para caminhar;
  • dificuldades na fala;
  • alterações visuais;
  • movimentos musculares involuntários;
  • perda progressiva da autonomia.

A velocidade de evolução é uma das características que diferenciam a DCJ de outras doenças neurodegenerativas.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico envolve uma combinação de avaliação clínica e exames especializados.

Entre os recursos utilizados estão a ressonância magnética do cérebro e a análise do líquido cefalorraquidiano. Um dos exames utilizados é o RT-QuIC, que pesquisa características relacionadas à presença de proteínas priônicas e pode contribuir para o diagnóstico em vida.

Como os sintomas podem se parecer com os de outras doenças neurológicas, a investigação médica é importante para diferenciar a DCJ de outras condições que podem apresentar manifestações semelhantes.

Existe tratamento para a doença?

Atualmente, não existe cura ou tratamento aprovado capaz de interromper ou reverter a evolução da Doença de Creutzfeldt-Jakob.

O atendimento disponível é principalmente de suporte e cuidados paliativos, com medidas destinadas ao controle dos sintomas e à qualidade de vida do paciente.

Ao mesmo tempo, pesquisas científicas estão investigando terapias que possam atuar sobre o mecanismo relacionado aos príons. Entre as iniciativas estão estudos experimentais realizados nos Estados Unidos, ainda em fases iniciais e sem garantia de eficácia.

O caso de Lito Sousa

Lito Sousa, conhecido pelo trabalho relacionado à aviação e pelo canal Aviões e Músicas, teve o diagnóstico divulgado publicamente pela família em agosto de 2026.

Segundo relatos divulgados pela esposa, Mila Seidl, o quadro apresentou rápida evolução, com perda significativa de movimentos e alterações visuais. Apesar das limitações físicas, Lito permanece lúcido, segundo informações divulgadas pela família.

A família também busca possibilidades de participação em estudos experimentais realizados no exterior. Entre as pesquisas mencionadas estão iniciativas desenvolvidas por instituições norte-americanas. A eventual participação depende dos critérios médicos e científicos de cada estudo e da disponibilidade de vagas.

A doença é contagiosa?

A forma mais comum da Doença de Creutzfeldt-Jakob não é transmitida pelo contato cotidiano entre pessoas.

A transmissão por contato comum, convivência, abraço ou proximidade não é característica da doença. As formas associadas à transmissão por procedimentos médicos são extremamente raras e envolvem circunstâncias específicas.

Por isso, o diagnóstico de uma pessoa não representa risco de contágio para familiares e pessoas próximas no convívio diário.

Doença rara no Brasil

A DCJ é uma enfermidade pouco frequente. Segundo dados do Ministério da Saúde citados em reportagens recentes, entre 2005 e 2021 foram registradas 1.576 notificações de casos suspeitos no Brasil, das quais 547 foram confirmadas.

Os números ajudam a dimensionar a raridade da doença e também reforçam a importância da investigação e do diagnóstico especializado.

Pesquisas buscam novas possibilidades

Embora ainda não exista tratamento capaz de reverter a DCJ, pesquisadores estudam estratégias que possam interferir na produção ou propagação das proteínas priônicas.

Algumas pesquisas experimentais utilizam tecnologias destinadas a reduzir a produção da proteína relacionada à doença. Entretanto, esses tratamentos ainda estão em fase de investigação e não devem ser considerados terapias comprovadas ou disponíveis para uso geral.

O caso de Lito Sousa aumentou a visibilidade sobre uma enfermidade pouco conhecida e chamou atenção para os desafios enfrentados por pacientes com doenças neurológicas raras e de rápida progressão.

Importante

Informações sobre sintomas, diagnóstico e tratamento não substituem avaliação médica. Pessoas que apresentem alterações neurológicas devem procurar atendimento profissional para investigação adequada.

Fonte: Agência Brasil e informações de especialistas e autoridades de saúde citadas em reportagens sobre a doença.

Leia a reportagem original da Agência Brasil

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