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País de Gales, Sérvia e Suécia rompem apoio à reeleição de Infantino

Três países retiram apoio à reeleição de Infantino

País de Gales também rompeu com dirigente após controvérsia envolvendo plano de participação privada na Copa do Mundo

As federações nacionais de futebol da Sérvia, Suécia e País de Gales retiraram nesta segunda-feira (3) o apoio à candidatura de Gianni Infantino à reeleição como presidente da Fifa. A decisão amplia a pressão sobre o dirigente, que busca permanecer no comando da entidade para o mandato de 2027 a 2031.

A Federação Inglesa de Futebol também deverá retirar seu apoio ao dirigente, segundo uma fonte próxima à organização. O movimento ocorre após o fracasso de um plano da Fifa que previa captar até US$ 4,2 bilhões, cerca de R$ 24,8 bilhões, com a venda de aproximadamente 20% de participação em uma nova entidade responsável pela organização de competições, incluindo a Copa do Mundo.

A proposta foi abandonada na última sexta-feira (31), após enfrentar forte resistência de diferentes setores ligados ao futebol internacional.

País de Gales foi o primeiro a retirar apoio

O País de Gales foi a primeira federação nacional a anunciar formalmente a retirada do apoio à candidatura de Infantino. Em comunicado, a Federação de Futebol do País de Gales afirmou que perdeu a confiança no dirigente devido a problemas relacionados à governança, processos internos, liderança, valores, comunicação e gestão das partes interessadas.

Com a decisão de Sérvia e Suécia, o movimento de oposição ao atual presidente da Fifa ganha força entre federações europeias.

Infantino assumiu a presidência da entidade em 2016, após a saída de Sepp Blatter, e foi reeleito sem oposição em 2019 e 2023. Até recentemente, uma nova reeleição era considerada praticamente certa, mas a crise provocada pelo projeto de participação privada nas competições da Fifa mudou o cenário político dentro da entidade.

Uefa e Concacaf também demonstram insatisfação

A pressão sobre Infantino aumentou depois que a Uefa e a Concacaf sinalizaram perda de confiança em sua liderança. A entidade que administra o futebol europeu esteve entre as principais opositoras ao projeto que previa a entrada de investidores privados na estrutura responsável pela organização de competições da Fifa.

A Uefa também informou ter adotado medidas para preservar documentos, incluindo e-mails, arquivos e dados, diante da possibilidade de futuras investigações relacionadas ao processo.

A entidade europeia já havia criticado a condução do projeto e defendido que os recursos da própria Fifa fossem utilizados para o desenvolvimento do futebol, especialmente em iniciativas voltadas às categorias de base das 211 associações filiadas.

Reeleição para 2027-2031 enfrenta novo cenário

Infantino anunciou em abril a intenção de disputar um novo mandato à frente da Fifa. A eleição está prevista para ocorrer durante o Congresso da entidade, marcado para março de 2027, no Marrocos.

O prazo para apresentação de candidaturas termina em 18 de novembro. Até o momento, não há outro candidato oficialmente anunciado para disputar a presidência contra Infantino.

A retirada de apoio por parte de federações nacionais, porém, pode alterar o cenário da eleição e aumentar a pressão sobre o dirigente antes do congresso.

O caso também reacende o debate sobre a governança da Fifa e sobre a forma como decisões estratégicas e comerciais envolvendo o futebol mundial são conduzidas.

Com informações da Agência Brasil e Reuters.

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